20 de jul de 2010

Vista-se menina. Quero lhe mostrar uma coisa. Na noite em que ela voltou, as nuvens negras fugiram do céu, enquanto seu olhar descansou imerso em um mar azul tão ardente que fazia suar as paredes do coração. Ela finalmente encontrou o caminho de volta. Dirigi o olhar à criança sonho. Ela assentiu em tom confidencial. Deixa eu te contar do arco-íris que vi. E das cores que ele tinha. Enquanto sobrevoava aquele céu cinzento, aprisionei a lua com as mãos na chegada. E dela saía um vapor multicolorido que se derramava como uma grinalda de cores muitas. E um coração cheio de gritos que eu não tinha aprendido a apaziguar com as palavras. E chorei. E minhas lágrimas inundavam cada canto daquele avião de verdade, que um dia jurei comprar. Foi quando toquei o céu com as mãos. E aquela luz azulada estacou às minhas costas, pousando em mim como uma sombra do vento, insinuando a beleza daquela nova era. Tinha uma parede de afrescos repleta de anjos e figuras surreais, cobertas com pó e magia. Conto a você criança sonho o que contei a ele: Raspei todo o céu. E trouxe pra você o meu pó de estrelas. Então faz assim: ILUMINA.
                                                    

                                                                 Diário de um verão.
                                                                    (Extraido)

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