5 de jan de 2011

O meu amigo 'oculto' PARTE II

às janeiro 05, 2011
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Hoje decidi ir na rua, precisava comprar algumas coisas pra mim, coisinhas. Aventurei ir contra ao que o radialista anunciava pelo rádio: " Forte chuva vindo em direção a cidade." Dei de ouvidos ao que ele dizia e me mandei pra rua, peguei meu casaco, guarda-chuva, calcei uma bota e sai em direção ao que me aguardava. Ventava forte na rua, mal conseguia me segurar. 'Neve... Hoje Neva...' pensava nesse hipótese de nevar em minha cidade, quando me dei conta de que andava em uma rua conhecida, não percebi a hora que fui para alí, algo me levou até lá, na verdade eu não queria nem ouvir falar no nome daquela rua, quanto mais passar por ela. 'Pingos, oh droga, devo voltar ou adiantar?'. Abri meu guarda-chuva e pus-me a andar rapidamente, pela calçada as pessoas corriam contra mim, se esbarravam em mim a toda hora, o vento aumentava, e eu queria logo passar por aquela rua, ele, meu amigo oculto, trabalhava naquela rua, em uma banca de jornal, quando passei por frente desta ela estava fechada. 'Alivio, aliviiioooo'. Vento forte, pessoas correndo, pingos de chuva, e meu guarda- chuva foi pro espaço. Molhada eu estava, procurando um lugar, decidir ir pra longe dali quando uma voz gritou: "Carona?" De imediato, sem saber quem poderia ser, respondi 'quero' e virei, me arrependi, quem mais poderia ser? era ele, meu oculto amigo, prostrado ao lado da banca de revista com um mega guarda- chuva nas mãos. ele se aproximou dizendo "vamos?, vai ficar ai no meio da rua?" com olhar e sorriso irônico ele abria o guarda-chuva. 'não precisa, eu já estou molhada mesmo, tenho pressa...' me virei indo embora. Senti ele agarrando em meu braço "Calma, fugindo de mim?". 'lógico que não.. porque fugiria?' soltei-me do braço dele, que raiva eu sentia dele, ele permanecia embaixo do guarda chuva, e eu lá tremendo de frio e encharcada, ' não dou o braço a torcer', "oras, você está diferente, soube que você mudou o visual, uma pena que não dá pra ver, você está toda molhada.Cinco anos passado não é mesmo? Como anda as aulas de ballet?" Senti um ódio dele, ele me olhava tão cinicamente. 'pelo visto não fui só eu quem mudou, você virou espião? anda sabendo de minha vida, o que mais você sabe de mim

?' ele fez uma cara que eu conhecia muito bem, uma cara de quem ia me irritar pra valer. "Sei que você precisa muito de mim." 'o vento devia está me surdando.' 'O que?? ouvi bem o que você disse?' "sim você ouviu.." ' Você tá delirando? é a chuva não é mesmo'. "não..." ' quer saber, você também mudou, tá bem mais audacioso, prepotente...arrogante e louco!' "tem certeza que isso tudo sou eu?? você não tá falando de você mesmo??" ' o que ? isso já é demais não vou a ficar aqui debaixo dessa chuva, ouvindo suas falas de merda!' virei, com muita raiva, com orgulho ferido, pronta pra ir embora, senti mais uma vez um braço me puxando com uma certa força.  'que isso?! me largue, eu ...' "calma garota, preciso falar com você, vamos pra um lugar quente, vamos até meu carro, de lá vamos a uma cafeteira." 'eu não vou a lugar nenhum com você...' "você vai sim, eu preciso que você vá, e não vou ouvir um não como resposta". De raiva calei-me, gritar não poderia, que iria me ouvir? a rua tava deserta, sentia muita raiva dele naquele momento, por que ele foi aparecer de novo?'..Que raiva'  será que era raiva mesmo? ou eu queria ir com ele? no fundo não sabia, em silêncio entrei no carro, ele ligava a chave do carro sorrindo ironicamente, ele achava que tinha ganhado? não mesmo. O dele estava guardado.

Por ThiciaB.
(Uma História ficticia, qualquer semelhança é mera coincidência)


                                                          Continua...


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