10 de fev de 2011

O meu amigo 'Oculto' PARTE III

às fevereiro 10, 2011


E com grande cautela nos dirigimos ao café. Nenhuma palavra saia de nossas bocas. Algo me incomodava além da presença dele ao meu lado, além do meu coração que batia em descompasso, além do desejo de fugir a não encara-lo... eram minhas botas molhadissimas! Por sorte meu casaco impediu que a chuva molhasse a parte do meu tórax, sendo assim as pernas e as botas, estavam ensopadas. 
Chegamos. Silêncio. Sempre silencio. O clima dentro do Coffee Hall era sempre agradabilíssimo, quente, acolhedor e tinha um cheiro de... de café. Ele escolheu uma mesa, e nos sentamos. 
Escolha. Disse-me ele. 
Não precisa eu não tô... 
Insisto.
Ok . 
Chamou a garçonete e fizemos o pedido.
Gosta daqui não é mesmo?
Aaah, sim, gosto de vir aqui.
É, eu vejo você sempre aqui lendo. 
Eu tava confusa. Aaah é, esqueci que você é espião. Ironizei.
Não. Ele riu. É que antes, quando eramos mais próximos você sempre vinha aqui. E mesmo depois que eu viajei, quando passei um dia aqui pra ter a certeza ainda dos seus hábitos. Você ainda continuava aqui. Lendo.Você nunca muda não é mesmo? Abri a boca pra dizer muitas coisas, mais a garçonete impediu.
Seus pedidos Senhores. E enquanto ela servia-nos, eu o chinguei internamente.

'Que prepotência da parte dele, achar que minha vida é assim, tão fácil de ser explicada. Oras. 
Acho que se alguém olhasse realmente de perto pra mim iria ver que eu estava furiosa, realmente furiosa, aspirei toda vontade que eu tinha e decidi ignorar aquela noite por completa. Da minha maneira.
Há, vejo que você não toma mais chocolate com machimelo. Aquilo era ridículo. Ele ria satisfeito. 
Eu também ria por fora. Vou te matar. Por dentro.
É que talvez hoje, eu tenha mudado, e escolhido algo que combine com esta noite, com você
E o que escolhestes? 
Café.
Hum, gostoso e forte?
 Não. Eu sorria. Fraco e entediante. Odeio café. 
Percebi que ele corara rapidamente. Cheque Mate meu caro!!!! 
Me odeia tanto assim é?
 Fiquei em silêncio, não estava afim de falar, então não falaria. 
Percebo que mudou mesmo, está mais segura. 
Murmurei um : éeh?, sem vontade. 
Lá fora, a chuva dissipava, dando uma imagem bem bonita ao ambiente. Certamente, como havia dito meu amigo, eu adorava muito aquele lugar, aquela cafeteria, todas as tardes eu estava alí, lendo, tomando chocolate com machimelo, depois caminhava pela praça, dava uma volta na lagoa, e voltava pra casa. Eu diria, se alguém planejasse me sequestrar não seria nada difícil. Eu estava sempre alí, todos os dias. Todas as tardes. 
E então? Ele tinha me perguntado algo, do qual não entendi nada. 
Então o que? Ele sorrira. Como aquele sorriso fazia minhas borboletas no estômago acordarem. Perguntei se depois da faculdade, você deu continuidade ao trabalho de Direito?
Haa não, não dei seguimento a carreira de advogada. E antes que ele me condenasse dizendo que eu sempre desistia das coisas, completei:  Trabalho no fórum na parte administrativa, no período diurno. 
Hum. Era minha hora de atacar.
E você o que faz aqui nessa cidade? Difícil de entender uma pessoa tão bem sucedida com você se diz se (frisei bem essa parte ao falar) largando a metrópole para estar aqui, trabalhando com o pai, vendendo jornal? Qual foi a sua? Faliu? O que te trouxe pra cá? Será que eu conseguira deixa-lo irritado? Bom, ele ia respondendo, quando entrou alguém, na verdade, uma mulher cheia de detalhes e adereços adornais, dirigiu- se a ele, e nem sequer me olhou. Pra aumentar sua inconveniência puxou ele até um outro ponto da cafeteria grosseiramente. Eu poderia ter ficado constrangida, ou coisa do tipo, mais não, fiquei com muita raiva, aaaah muita mesmo. Como poderia aquela mulher, arranca-lo dalí sem sequer pedir-me licença. Era muito falta de educação. Sempre ficava brava com essas atitudes dantesca, ou seria ciumes, ciumes?? não eu não poderia sentir ciumes dele e porque motivos eu sentiria? Bom, não tinha nenhum, ou talvez fosse um jogo dele, pra ver como eu me saia, como agiria. Antes ha alguns anos atrás eu sempre fui impaciente, e pavio curto, adorava fazer cena. Mais me doeu muito aprender que a vida não é assim, e hoje me considero uma pessoa exemplável. E para mostrar a ele que eu não era que ele achava que eu fosse, apoiei meus cotovelos na mesa, cruzei as mãos sobre o queixo e admirei-os como se fosse um casal lindo dos mais perfeitos. Acho que ele achou que eu estava delirando, pois me olhava intrigado e zombeteiro. Eu apenas sorria de meia boca. Mas na verdade eu não estava nem ai para os dois, queria mesmo era ir logo embora. Depois de um tempo, um logo tempo na verdade, ele veio até a mim, com a mulher praticamente grudada em suas costas. 
Você se importa em ir andando pra casa? É que eu tenho que leva-la em casa e resolver alguns assuntos, tem algum problema?
Sei bem o assunto... E claro que me importo não foi você que me trouxe até aqui? Agora me leve!!! 
Cla-claro que não me importo, minha casa fica a dois quarteirões daqui, posso ir andando tranquila. 
Ok, então, vou indo. A mulher que estava em sua companhia, me olhava com uma expressão nada apreciativa. Então desafiei-a, olhei da mesma maneira, de baixo até em cima e encarei-a.
Quem ela pensava que era? 
Ela é uma parceira onde eu trabalho.
Trabalho??? Trabalhava. Corrigiu ele.
Hum, estranho.
Não precisa se explicar, entendo perfeitamente. Entendo nada. 
Amanhã posso te encontrar aqui no coffee Hall a tarde? 
Claro, estarei aqui como sempre. 
Certo, até amanhã.
Tchau.
A porta fechou atrás de mim, me deu uma vontade de socar ele e aquela mulher. Me deu vontade de não ir ao encontro. Mas não eu faria tudo ao contrário, seria boa e ingênua. Opa, mais eu sou. Eu sorria sozinha!
Despedi de Sr. Mário dono da cafeteria e fui pra casa. Sorrindo, cheia de planos para o proximo dia.



Por ThiciaB.
(Uma História ficticia, qualquer semelhança é mera coincidência)


                                                          Continua...

2 comentários:

Lilly M. on 2/11/2011 03:36:00 PM disse...

Simplesmente L.I.N.D.O.

Quanta sultileza,(...)
[aaaa] Fico até se explicações a dar.

'Eu diria, se alguém planejasse me sequestrar não seria nada difícil. Eu estava sempre alí, todos os dias. Todas as tardes. '

:D


Sucesso | sempre & sempre mais
[torço por seu futuro brilhante]

Lilly M. on 2/14/2011 02:29:00 PM disse...

Aqui:
http://meninaapenas.blogspot.com/2011/02/dessa-vez-veio-do-penso-logo-escrevo.html
tem selinho pra você.
beijos meus'
Lilly M.

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