13 de mar de 2011

às março 13, 2011


- Mas estou assustada. - disse eu, triste.
- Com o quê? - ele perguntou com a voz não tão furiosa.
- Com, com, com...tudo, realmente - disse eu. E, para meu horror, meus olhos encheram-se de lágrimas.
    Não fiz de próposito, juro que não.
    Fiquei tão chocada com minha inesperada umidade ocular quanto ele.
- Desculpe - funguei.- Não estou fazendo isso para que você seja simpático comigo.
- Ótimo - disse ele. - Porque não funcionaria.
Filho da puta sem coração, pensei brevemente, mas depois bani da minha mente o pensamento indigno.
- Só respondo a mulheres chorando quanto têm menos de 2 anos de idade - ele continuou, meio sorrindo, enquanto tocava o rosto de Kate.
- Ah - eu disse. Fiz uma valente tentativa de rir, embora ainda estivesse quase chorando.
- E então, o que a assusta e faz com que seja má comigo? - perguntou ele. Dessa vez sua voz soava quase gentil.
- Ah, o de costume - disse eu, tentando recompor-me.
- Como o quê? - insistiu ele.
- Gostar das pessoas e depois perdê-las, fazer papel de tola, ser magoada, assustar as pessoas e fazer com que fujam, ser atirada demais ou muito distante... - disparei.- Quer que eu continue? Poderia fazer isso durante horas.







Texto retirado do livro Melancia. Marian Keyes. Capitulo 20, pag 285.

1 comentários:

Andressa Britto on 3/14/2011 05:21:00 AM disse...

o bloog ta lindo *-*

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