28 de mar de 2011

Permitam-me, uma história apenas...

- Qual o verdadeiro caminho para a Felicidade?
Qual a verdadeira regra para se ser feliz na vida? 
Para ser uma pessoa bem sucedida. Para ser uma boa mãe de família. Um bom pai. Um bom filho. Existe alguma forma para se sentir bem e sobretudo amar aquilo que se faz? Seja no trabalho, escola, ou na familia, existe?
Sim. Existe.
É apenas se fazer o que gosta. Amar. Ter força de vontade. Sobretudo (na minha opinião)tem que Querer. Tem que ter Dom.
É uma linha tenue entre ser feliz ou buscar a felicidade. Mas, para mim existe uma grande diferença. Eu, prefiro ser feliz. Porque... Talvez eu nunca encontre a felicidade nessa tal busca incessante.


Uma vez, depois que terminei meu colegial, pensei que talvez poderia dar seguimento a minha vida profissional, uma vez que, eu não sabia  ao certo o que fazer naquela altura de época de vestibular. Optei por um curso simples, mas de grande preparação, sem bem que é melhor preparar-se em casa para enfrenta-lo, também o curso era na minha cidade, e assim não poderia ficar longe de meus pais. E durante muito tempo antes de fazer a prova, eu me perguntei ' É o que realmente quero?'. E ouvi de muitas pessoas, que aquele curso era bom. Ótimo pra ser mais sincera. E eu sempre me pus em duvida, e assim fiz a prova, e passei. Acreditam que não fiquei feliz? Eu ia ser uma Universitária. Mas onde se encontrava a tal e tão almejada felicidade? E a procurei em todos os cantos, embaixo do sofá, da cama, atrás da porta, dentro de algum livro, mas... infelizmente, ou felizmente não a encontrei. A única coisa que pensei foi: Ha, é, se um dia 'Deus me livre' eu ser presa, vou ficar em uma sela especial... Tosco não? Sim, mas foi o que eu pensei. 
E assim, passaram-se os semestres. Dois na verdade. Dois que eu fiz até o fim. E depois fui me enojando, tranquei, voltei, larguei e por fim voltei. 

- Agora tenho que ir, voltar aquele lugar. Gostaria de encontrar no caminho um senhor, cheio de penduricalhos estranhos por toda a roupa, carregando no rostos marcas de experiências vividas e passadas, e que ele se virasse para mim e dissesse: A felicidade é tão simples e tão bela quanto uma pomba. É necessário se fazer aquilo que se gosta, independente do que os outros vão pensar de você, afinal, a vida é uma só, e não temos tanto tempo para viver em vão.

E ai eu iria sorrir para ele, e iria abraça-lo, pegaria meus livros do curso que comprei e nunca li, jogaria-os em uma lata de lixo, e voltaria para casa, sorrindo e saltitante, e se alguém me perguntasse o motivo da louca felicidade, eu colocaria a culpa no velhinho enigmático, cheio de penduricalhos estranhos em sua roupa. 

Mas isso me deixa triste. No meio do caminho não existe esse tal velhinho...


Valentine.

Uma história apenas....


Nenhum comentário:

Postar um comentário

Comente. E Que Seja Doce. (: