11 de mai de 2011

“Ele pode estar olhando as suas fotos neste exato momento. Porque não? Passou-se algum tempo. Detalhes se perderam. E daí? Pode ser que ele faça todas as coisas que você faz, escondido. Sem deixar rastro nem pistas. Por escolha ou fatalidade, pouco importa, ele pode pensar em você. Todos os dias. E ainda assim preferir o silêncio. Ele pode reler seus bilhetes, procurar o seu cheiro em outros cheiros. Ele pode ouvir as suas músicas, procurar a sua voz em outras vozes. Quem nos faz falta acerta o coração como um vento súbito que entra pela janela aberta. Não há escape! Talvez ele perceba que você faz falta. E diferença. De alguma forma, numa noite fria. Você não sabe. Talvez ele volte. Ou não.”

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