4 de jul de 2011

Ele tem aquele gosto


Doce que não enjoa, só vicia. Os lábios tão vermelhos que mais parecem cor de cereja. Ele desenha minha boca na dele. A minha pele arrepia na dele. O corpo dele é uma extensão do meu. E o meu, quem diria, é uma extensão do dele. Olhos tão cheios de vida que iluminam qualquer beco escuro e sem saída. Ele me atormenta. O mistério de não poder tê-lo, me alimenta. Ao mesmo tempo em que está tão perto de mim, pouco sei sobre ele. Mas a maneira como ele diz tanto mesmo dizendo nada, chama toda a minha atenção. A forma como ele gesticula. As mãos. Ah, as mãos, tão lindas (...) O cheiro de seu pescoço -bem abaixo da sua orelha (onde eu sussurro minhas poesias) e entre a curva do ombro com a nuca- é um cheiro de saudade. Cheiro, aliás, que fica dias no lençol branco com manchas de vinho quando ele se vai. Vai e leva todas as minhas vontades. Ele não sabe, mas eu sou dele. Eu sou dele, mas ele não pode saber.
— (Teus segredos tão meus, Giovanna S.)

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